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Flor do linho

 

 

 

 

A linhaça não é mais que a semente do linho (Linum usitatissimum), de cor castanho escura, cujas propriedades nutritivas e terapêuticas são secularmente conhecidas. Na cozinha, entra na composição de receitas de pães e bolos. As propriedades mais conhecidas do óleo de linhaça são a regularização do funcionamento do intestino, em especial no tratamento da prisão de ventre e na revitalização da pele.

Linho

Maço

A cultura do linho fazia parte das culturas tradicionais na nossa região há alguns anos atrás. O linho era muito utilizado no vestuário, na medicina e na culinária.
A cultura do linho é exigente, com um vasto conjunto de fases e instrumentos característicos. Em Brunhoso ainda se cultiva o linho, não em grandes quantidades mas o suficiente para me despertar a curiosidade de ir à procura dos vestígios que ainda perduram.
Ainda é semeado pelo Maria Cândida e Maria Faia que fazem também toda a transformação até ao tecido.


Lançadeira

 
Fases do linho

Sementeira
Com o terreno pronto, faz-se o lançamento das sementes para a terra.
Regas
As regas são efectuadas consoante as necessidades da terra.
Mondas
Consiste em retirar os infestantes.
Arrancada
Quando o linho (planta) estiver “maduro” arranca-se da terra.
Ripagem
O ripo é o instrumento utilizado na “ripagem” manual da planta do linho. Operação que consiste em retirar a “baganha” (cápsula).
Maceração
Após a “ripagem”, o linho deve ficar todo alinhado no mesmo sentido, de modo a permitir que se efectue esta operação. Esta consiste na dissociação dos cimentos pecticos e hemicelulósicos, que ligam os feixes de fibras entre si, sendo efectuada por microorganismos (fungos e bactérias) em anaerobiose, no “poço”. O tempo de maceração varia com a temperatura da água, sendo em média de 8 a 10 dias.


Secagem da Palha
Esta operação deve ser efectuada para evitar a formação de bolores e para que seque rápida e o mais uniformemente possível. No entanto, temos que ter cuidado e não devemos efectuar demasiadas voltas com a palha, porque esta se degrada e parte e, em vez de obtermos fibras de boa qualidade, vamos obter fibras curtas e grande quantidade de estopas.
Acondicionamento
A palha está macerada desde que apresente uma cor cinzento-prateada e se destaque facilmente da fibra por fricção dos caules na mão.
No caso da colheita manual fazem-se molhos, que são fáceis de transportar e de guardar.
Maçar
Esta operação é efectuada sobre um cepo de boa madeira ou uma pedra lisa. Esmaga-se a palha batendo com um maço de madeira até que seja possível separar a parte lenhosa da fibra.
”Amadar”
Esta operação consiste em esfregar, manualmente o linho maçado, torcendo-o em espiral, possibilitando a separação dos restos de celulose e tornando-o mais maleável.
Espadelagem
É uma operação efectuada manualmente com a espadela.
Operadoras hábeis no seu manuseamento, batem tantas vezes na palha até que possibilite a separação dos “tascos” ou “tomentos”.
Sedar
O sedeiro é um aparelho bastante simples que funciona como um “crivo” e apresenta dois tipos de malha, uma mais grossa e outra mais fina. A de malha mais grossa serve para separação da “estopa grossa” dos fios mais finos e a de malha mais fina, para separar a “estopa linheira” das fibras de linho.

Fiação
É uma operação que consiste em produzir, por torção das fibras têxteis (fibras essas que são paralelas), um cilindro de comprimento ilimitado que se designa por “fio”. Este deve apresentar em todo o seu comprimento o mesmo aspecto e a mesma resistência.
Estas qualidades só podem ser obtidas em secção transversal e um bom fio é sempre composto por 40 a 50 fibras têxteis.
Sarilho
Instrumento que serve para enrolar o fio das maçarocas em meadas.
Barrela
As meadas são retiradas do sarilho, molhadas e bem batidas na pedra de um lavadoiro, em seguida são colocadas nos cortiços grandes em cuja boca e colocado um pano coberto de cinza, a que se chama “barreleiro”, com função de filtro. Durante 3 dias deita-se água a ferver. O líquido penetra o filtro acumula-se dentro do cortiço e é escoada pelo fundo.
Dobadoura
Instrumento que serve para dobar, ou seja passar o fio das meadas para novelos.
Urdidura
Operação que consiste na preparação dos fios de teia para serem colocados no tear.
Quando os novelos estão prontos para urdir são postos no noveleiro, os fios passam através dos orifícios da “espadilha”, dando-se em seguida um nó nos seus extremos, passando de seguida para a urdideira, espécie de dobadoira gigante com um grupo de “tornos” em cima chamados “tornos da cruz do tear” e em baixo os “tornos da cruz dos cadilhos”.
Tear
Confecção dos diferentes tipos de tecido:
Pano liso;
Riscos e quadros;
Mantês
“Rifado”

Com o linho tecido as artesãs transformam-no em maravilhosas peças – toalhas de mesa e de mão, lençóis e colchas, entre outras, geralmente bordados com distinção e arte.

Fonte:
Maria da Glória - Intermediária do GAC de Cerva
Espigueiro

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